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XAVIER MACHIANA "O HOMEM DAS MIL FACETAS"

In Revista Indico May 2023


É conhecido pela voz potente, que pôs todo o mundo a pular ao som dos sucessos dos Rockfellers, mas Xavier Celso Machiana, actualmente com 42 anos, é muito mais do que a lembrança da famosa banda de rock. À conversa com ele, descobrimos as suas dife-

rentes facetas.



COMO É QUE ALGUÉM FORMADO EM LINGUÍSTICA APLICADA SE TORNA NUMA REFERÊNCIA NA MÚSICA MOÇAMBICANA?


Não me considero uma referência. Sou uma pessoa que gosta de compor e partilhar essa paixão com os outros.Venho de uma família religiosa que se envolvia nas actividades culturais da igreja. Na adolescência, frequentei a Escola Nacional de Música, em Maputo, e foi nessa altura que surgiu a vontade de compor temas. Acredito ser possível ter uma carreira profissional corporativa ou académica combinada com uma carreira artística.


É IMPOSSÍVEL FALAR DA SUA CARREIRA SEM FALAR DOS ROCKFELLERS. COMO É QUE TUDO COMEÇOU?


Começou com um convite para ser vocalista de uma banda com muitos ideais. Começámos a compor por prazer e surgiu uma editora que queria promover o que escrevíamos. Gravámos o primeiro álbum e entrámos no circuito nacional a tocar em grandes festivais. Quando gravámos o segundo álbum, a receptividade aumentou e deu-nos a chance de tocar em palcos para mais de 20.000 pessoas, com artistas internacionais.




"Poder dedicar grande parte da minha vida profissional a causas significativas foi e será sempre prioridade e um privilégio."


TEM UM EXTENSO CURRÍCULO COMO ACTIVISTA SOCIAL. EM QUE MOMENTO SENTIU O APELO DE ABRAÇAR AS CAUSAS SOCIAIS?


Desde pequeno que participo em movimentos associativos. Poder dedicar grande parte da minha vida profissional a causas significativas, como o empoderamento juvenil, igualdade de género, combate ao HIV/SIDA, entre outras, foi e será sempre prioridade e um privilégio.


TAMBÉM TEM EXPERIÊNCIA COMO ACTOR. FALE-NOS DO SEU TRABALHO NESTA ÁREA.


Participei na curta metragem “A Carta” a convite do Pipas Forjaz, fiz também alguns reality shows para televisões sul-africanas e participei em vários comerciais em Moçambique e na Noruega. Foi bom poder fazer parte de produções que tiveram um impacto social.


É UMA ESPÉCIE DE HOMEM DOS SETE OFÍCIOS. COMO CONCILIA TANTA ACTIVIDADE?

Tento aproveitar ao máximo o tempo que tenho. Não me vejo como uma pessoa

de uma orientação isolada. O meu dia ideal tem várias facetas que não estão dis-

sociadas. Se tivesse que fazer apenas uma das coisas que gosto, não seria feliz.


FALE-NOS DO SEU SINGLE “GRACE”.


“Grace” é uma balada pop rock escrita por mim e gravada e produzida pelo João Carlos Schwalbach. Foi gravada em Maputo, com algumas captações em Nova Iorque, e contou com a participação de John Caban (guitarrista de artistas como Richard Bona, Giana Nannini, Alana Davis, entre outros). “Grace” é um apelo à sociedade para a valorização das relações humanas e a necessidade de verbalização do afecto e apreciação entre as pessoas. A música pode ser adquirida gratuitamente através do portal: www.xaviermachiana.com.


PARA TERMINAR, QUE PROJECTOS TEM NA MANGA?

Estou a trabalhar na produção e gravação do meu primeiro álbum a solo, “MEU LADO B“, que planeio partilhar com o público ainda este ano. Pretendo fazer alguns concertos com vários músicos pelo país e, quem sabe, por alguns lugares do mundo.





 
 

© 2025 XAVIER MACHIANA

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